APRESENTAÇÃO:
CINDERELA
SEM SAPATOS
O
genial conto infantil da Gata Borralheira tem encantado gerações de crianças...
O
imaginário da narrativa é tão rico que pode despertar até nos leitores adultos
inúmeras emoções.
Desde
o deslumbrante vestido, até à abóbora que virou carruagem, passando pelos
garbosos cavalos surgidos do nada; tudo é pura fantasia, mistério!
Mas,
sem dúvida, o reencontro da gentil Borralheira com seu Príncipe é o clímax do
festejado conto...
Há,
porém, um detalhe que chama a atenção – no sapatinho de cristal da formosa
Borralheira que, em grande parte do conto, é pobre e usa modestos tamanquinhos,
– está o segredo do sucesso.
Quando,
enfim, calça seus mimosos pés com o delicado sapatinho de cristal; torna-se uma
Princesa e se casa com seu apaixonado Príncipe.
De
fato, em grande parte de minha vida não fui além dos tamanquinhos...
Meu
Príncipe Amado, partiu ainda muito jovem, tinha à época, 40 anos, e continuei
sem sapatinhos de cristal... por isso a escolha do nome – CINDERELA SEM
SAPATOS.
Tenham
paciência! Muita paciência!
Nas
crônicas, estou sempre presente, por detrás dos objetos “personificados”, que
são usados como metáforas para expressarem os sentimentos humanos, bons ou
maus.
Igualmente,
os animais, em suas características, são “humanizados” para retratarem atitudes
reprováveis ou não, encontradas no viver diário de todos nós...
O
fim de tudo – a passagem para o outro lado da vida, é um tema recorrente, muito
presente na velhice.
O
Tempo e a velocidade com que escorre por entre os dedos, suas surpresas, dores
e perdas que traz, também, aparece e reaparece nas entrelinhas das crônicas...
As
sínteses que ofereço ao final de cada crônica foram as lições que eu aprendi na
minha longa vida..., que tomo a liberdade de compartilhar com os pacientes
leitores(as)...
Curitiba, setembro/2025