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29 abril 2026

AMOR NEGADO

 

AMOR NEGADO

                                                                                        Maria da Glória Colucci

 

 

                                    O “amor negado” se apresenta mais pelas evidências práticas, do que por eventuais conceituações legais ou doutrinárias.

                                    Corresponde àquela situação em que alguém, que tem o “dever de cuidado”, pela lei, por laços familiares ou de outra ordem, se afasta de forma deliberada, intencional e perversa, de outrem, isolando-a ou abandonando-a afetivamente.

                                    As ações ou omissões do negador(a) do afeto, no entanto, são por ele(a) sempre “justificáveis”; como, por exemplo, alegando falta de tempo, excesso de trabalho, ou mesmo “esquecimento” eventual...

                                    O agente da “negação afetiva” é, geralmente, alguém próximo, que pode ser o pai ou mãe da criança ou adolescente, por exemplo...

                                    Hoje, até mesmo o abandono de animais ou maus tratos de pets são condenados pela sociedade... Novos tempos! Mas, nem sempre igual atenção se dá aos seres humanos...

                                    Igualmente, pode ocorrer na relação entre filhos(as) e os pais, irmãos etc.; sobretudo, quando envelhecidos, já aposentados, cansados e doentes, são desprezados.

                                    Vale dizer, são pessoas necessitadas de afeto e mínimas condições de vida, mas que, ao ver dos negadores(as), “não servem para mais nada”...

                                    É bom destacar que, ainda em análise superficial, o abandono ou menosprezo deve ser intencional, como forma de rejeição ou puro desprezo...

                                    Frequentemente, a mídia relata situações de crianças, pessoas com necessidades especiais ou deficiências, idosos, etc, que são encontrados(as) em condições deploráveis físicas e mentais..., devido ao abandono familiar.

                                    Verifica-se, todavia, que há algumas situações em que o abandono se dá por absoluta falta de recursos, ignorância ou outras situações de extrema miséria, sem que haja a intenção de menosprezar...

                                    Mas, o que se tem notado, é que as situações mais comuns envolvem negadores(as) insensíveis, destituídos de mínima afetividade, egoístas e maus, que agem desta forma, pelo simples prazer de ferir...

                                    Negam-se, por exemplo, a atender os telefonemas ou mensagens deixadas no celular pelos filhos(as), pais, ou recados urgentes de ajuda humanitária...

                                    Nos casos de divórcios, o cônjuge que se afasta da família, voluntariamente ou não, “pune” os filhos(as); negando-lhes o amor devido pela Moral, pelo Direito, pela Religião, pela Sociedade!

                                    O que se pode esperar de seres humanos que assim agem?

                                    Esse é um grave problema social que tem aumentado a olhos vistos!

 

  

O amor é a maior dádiva que um ser humano pode compartilhar com outro...